It's a long way to the top if you wanna rock'n'roll

Hell bent for leather

Acabo de lembrar um fato que a mente senil que habita esta minha carcaça quase sem vida vergonhosamente, através de um lapso, apagou momentaneamente de seus arquivos: o show do Judas Priest com abertura do Angra e Whitesnake, no Anhembi-SP, dia nove de setembro. Podem falar o que for, mas foi um show simplesmente acachapante! Foi animal, destruidor, alucinante, arrebentador de tímpanos, sangrento, maléfico, grandioso, extremo e resumiu toda a essência do heavy metal em petardos traduzidos em música. Essa turnê está marcando o lançamento do álbum Angel of Retribution e o retorno da lenda do metal Rob Halford aos vocais.

A banda tocou um set recheado de clássicos e mais cinco músicas do novo disco: Angel of retribution, Hellrider, Judas is rising, Deal with the devil e Revolution, todas tão metálicas quanto antigamente, verdadeiras celebrações ao heavy metal.

E lá estava eu, um antigo fã, doze anos depois da descoberta da banda através do grande, grande e saudoso álbum British Steel (1980), vendo o Padre Judas ao vivo, literalmente alucinado, a poucos mtrosw do palco, cantando aquelas músicas como se fosse mais um integrante da banda (eu e mais 35 mil pessoas)

E como fui ao show do Priest em 2002 no antigo Credicard Hall-SP, que foi com o vocalista Tim “Ripper” Owens, o qual gravou os ábuns Jugulator, Meltdown (live) e Demolition e é dono de uma técnica invejável e de um alcance vocal bem superior ao de Halford (principalmente pela diferença de idade), além de timbre bem próximo, porém mais agressivo e com influências mais muderrnash, é possível fazer uma boa comparação das duas fazes da banda e constatar que apesar de os discos com Ripper serem diferentes do Judas tradicional, a qualidade e outras características importantes não mudaram e o Judas só produziu novos clássicos. Porém, o lado estrela de Halford não permite que ele cante nenhuma música da época de Ripper na atual turnê.

E o êxtase era total, solos de guitarra velozes, melódicos, rápidos técnicos, agressivos e esmerilhantes, o dueto de guitarras mais arrebatadoramente descomunal, bateria técnica, rápid, ensurdecedora, tribal, com viradas animalescas que só podem ser traduzidas como PPPRRRRTCATUPUMBUMTATUBUMCUMTCHUMTUTUTUTUTUTUMTRUTRU TATRUTRUTABRRRRTTTTTPTATUTUTUTUMTUTATATATATUM, baixo martelado e espancado, tudo unido pelos grandiosos vocais de Rob Halford, que não só canta, mas interpreta as músicas, transformando-as em verdadeiros hinos do metal. Tocaram inclusive a música “Diamonds and Rust” da cantora folk-muito-louca Joan Baez, ou “Bob Dylan de saias”, para os íntimos. E sobre essa canção, baby, eu só posso lhe dizer uma palavra: PUTAQUIPARIUMEUESSAMUSICAFICODUCARAIU!ou resumindo: “ÔÔÔÔÔ”!

Eu sei que eu tava pra lá de Marrakesh e pirei um monte. O show do Whitesnake também foi massa, mas não tô a fim de falar sobre ele.

Publicado em 04 de outubro de 2005 às 19:36 por buga

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